Por Gabriel Leite e Beatriz Sousa
O segundo dia do evento Baianize aconteceu na última quinta, 16, nas repartições da UNIFAT. Espalhados pela universidade, diversas oficinas interativas explicaram e ensinaram a moda, a gastronomia, a estética e a comunicação, utilizando das raizes da cultura e do profissionalismo dos nossos palestrantes
Na ocasião, parte dos alunos presentes participaram do workshop "Fuxico é identidade", promovido por Maria Cândida Ferreira. Formada em moda, a atividade proposta por Maria visou a reutilização de sobras de tecidos para a criação de peças decorativas. Além da atividade prática, o encontro também abordou a história e as origens da costura do fuxico, destacando seu valor cultural e ancestral.
Cada participante pôde criar seu próprio fuxico, roseta de tecido feita de retalhos, utilizando técnicas de reaproveitamento, costura manual e práticas de customização.
A participante Daniele Galvino do curso de design de moda, destacou “Achei muito interessante, principalmente porque é o resgate de uma cultura que veio das nossas avós. A gente consegue, imaginar de forma mais criativa e trazer isso de uma forma mais moderna”.
Ela ainda acrescentou “Pra mim, foi um aprendizado de unir tradição com inovação”.
Outros participantes destacam muito bem a prática abordada na oficina. “Essa questão de ser uma coisa manual, de um resgate de raízes baianas, e o reaproveitamento [surpreendem], porque o fuxico é uma técnica, que reutiliza muitos tecidos e é muito bom para a sustentabilidade”. conta Diego, estudante de moda.
Para entender melhor essa proposta do workshop, a mediadora Marica Cândida, compartilhou que, ao receber o convite, a primeira coisa que pensou foi na prática da costura de fuxicos.
“Trazer o histórico do fuxico, de quando tudo começou, como era antigamente e porque se chama fuxico, era minha intenção.” destacou a profissional de moda.
Ela acrescenta como sua trajetória se relaciona com o tema do fuxico. Segundo ela, a prática é familiar e está inserida em seu cotidiano a muito tempo. “Desde sempre soube fazer fuxico. Minha tia me ensinou a fazer quando eu era pequena, então ó fuxico veio comigo desde cedo.” A profissional destaca que, depois de toda essa história definitivamente efetiva, é gratificante poder passar essa prática adiante.
Sobre a mensagem que quis transmitir, Marica explicou: “Quero passar que fuxico é ancestral, que tudo o que a gente faz hoje, tem sempre um pé no passado. O saber que temos hoje, vem dos nossos ancestrais.”

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