
Por Beatriz Sousa
O primeiro dia oficial do Baianize, evento de regionalidade e valorização da cultura baiana realizado entre os dias 14, 15 e 16 de maio, contou com um acervo repleto de diversidade cultural e aspectos regionais.
Além de muita música e uma experiência enriquecedora com palestras de profissionais de diversas áreas do conhecimento, o samba e as raízes históricas da Bahia fizeram parte do projeto com a presença da capoeira. A Ecult Capoeira, escola de capoeira de Feira de Santana, foi atração confirmada nas repartições da Unifat.
Enquanto a troca de experiências rolava no auditório Ernestina Silva, a melodia do atabaque soava no prédio sede do Centro Universitário Anísio Teixeira. O público presente vibrou com as cantigas tocadas, as disputas entre os atletas e com toda a energia e o samba da roda de capoeira, absorvendo os aspectos culturais e regionais da prática considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Fabrício, conhecido como Mestre Tatuzam, mestre especialista em capoeira, destaca a importância da presença da capoeira nesse espaço. Para o capoeirista, a participação do esporte em projetos de diversidade, valorizando a cultura socioregional, é mais do que gratificante, é necessária. “É de um significado simbólico e muito representativo para a nossa cultura de pele preta e para a capoeira, porque a capoeira não poderia faltar em um evento como esse. ” destacou.
A 30 anos no mercado, a Ecult Capoeira é uma escola especializada em aulas para crianças típicas e atípicas de todas as idades. Junto aos atletas adultos, os pequenos também estiveram presentes nessa noite de Baianize e animaram a plateia com a apresentação do esporte. A todos os presentes, o mestre destacou “o tambor é a batida do nosso coração”.
E em meio ao som do pandeiro, do berimbau, do atabaque e do agogô, o público apreciou a manifestação dessa cultura tão rica e tradicional que carrega as raízes de uma linda comunidade.
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